A importância do ato de ler – Paulo Freire

21 04 2007

Sei que vivemos em um país onde a maioria da polulação é analfabeta (que fique bem claro que “saber ler” não é simplesmente juntar as letras formando palavras, juntar palavras formando frases e nem juntar frases formando textos, saber ler não é simplesmente ler, “saber ler” é ler e entender, é ler e depois poder expressar aquilo que leu com suas próprias palavras, saber ler é saber interpretar), por esse motivo resolvi criar essa categoria de post’s, que servirá (espero, eu) como um atrativo ao exercício leitura. É também uma forma de me aprimorar em meu vocábulo e adquirir mais íntimidade com a arte da leitura.

Para esse primeiro post escolhi um texto que dispensa comentários, e como é o primeiro post, vou evitar escrever muito, pois o texto em si já é um pouco extenso, então só me resta a desejar-lhe uma boa leitura.

A importância do ato de ler (*)

Paulo Freire

“Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.

Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que se movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.

A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, e no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do sanhaçu, o do olho-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras”, daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores – das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada, o verde da manga-espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. A relação entre estas cores, o desenvolvimento do fruto, a sua resistência à nossa manipulação e o seu gosto. Foi nesse tempo, possivelmente, que eu, fazendo e vendo fazer, aprendi a significação da ação de amolegar.

Daquele contexto faziam parte igualmente os animais – os gatos da família, a sua maneira manhosa de enroscar-se nas pernas da gente, o seu miado, de súplica ou de raiva; Joli, o velho cachorro negro de meu pai, o seu mau humor, toda vez que um dos gatos incautamente se aproximava demasiado do lugar em que se achava comendo e que era seu – “estado de espírito”, o de Joli, em tais momentos, completamente diferente do de quando quase desportivamente perseguia, acuava e matava um dos muitos timbus responsáveis pelo sumiço de gordas galinhas de minha avó.

Daquele contexto – o do meu mundo imediato – fazia parte, por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, expressando as suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores. Tudo isso ligado a contextos mais amplos que o do mundo imediato e de cuja existência eu não podia sequer suspeitar.

No esforço de re-tomar a infância distante, a que já me referi, buscando a compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia, permitam-me repetir, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. E algo que me parece importante, no contexto geral de que venho falando, emerge agora insinuando a sua presença no corpo destas reflexões. Me refiro a meu medo das almas penadas cuja presença entre nós era permanente objeto das conversas dos mais velhos, no tempo de minha infância. As almas penadas precisavam da escuridão ou da semi-escuridão para aparecer, das formas mais diversas – gemendo a dor de suas culpas, gargalhando zombeteiramente, pedindo orações ou indicando esconderijos de botijas. Ora, até possivelmente os meus sete anos, o bairro do Recife onde nasci era iluminado por lampiões que se perfilavam, com certa dignidade, pelas ruas. Lampiões elegantes que, ao cair da noite, se “davam” à vara mágica de seus acendedores. Eu costumava acompanhar, do portão de minha casa, de longe, a figura magra do “acendedor de lampiões” de minha rua, que vinha vindo, andar ritmado, vara iluminadora ao ombro, de lampião a lampião, dando luz à rua. Uma luz precária, mais precária do que a que tínhamos dentro de casa. Uma luz muito mais tomada pelas sombras do que iluminadora delas.

Não havia melhor clima para peraltices das almas do que aquele. Me lembro das noites em que, envolvido no meu próprio medo, esperava que o tempo passasse, que a noite se fosse, que a madrugada semiclareada viesse chegando, trazendo com ela o canto dos passarinhos “manhecedores”.

Os meus temores noturnos terminaram por me aguçar, nas manhãs abertas, a percepção de um sem-número de ruídos que se perdiam na claridade e na algazarra dos dias e que eram misteriosamente sublinhados no silêncio fundo das noites.

Na medida, porém, em que me fui tornando íntimo do meu mundo, em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo, os meus temores iam diminuindo.

Mas, é importante dizer, a “leitura” do meu mundo, que me foi sempre fundamental, não fez de mim um menino antecipado em homem, um racionalista de calças curtas. A curiosidade do menino não iria distorcer-se pelo simples fato de ser exercida, no que fui mais ajudado do que desajudado por meus pais. E foi com eles, precisamente, em certo momento dessa rica experiência de compreensão do mundo imediato, sem que tal compreensão tivesse dignificado malquerenças ao que ele tinha de encantadoramente misterioso, que eu comecei a ser introduzido na leitura da palavra. A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do mundo particular. Não era algo que se estivesse dando superpostamente a ele. Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, co palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz.

Por isso é que, ao chegar à escolinha particular de Eunice Vasconcelos, cujo desaparecimento recente me feriu e me doeu, e a quem presto agora uma homenagem sentida, já estava alfabetizado. Eunice continuou e aprofundou o trabalho de meus pais. Com ela, a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a “leitura” do mundo. Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”.

Há pouco tempo, com profunda emoção, visitei a casa onde nasci. Pisei o mesmo chão em que me pus de pé, andei, corri, falei e aprendi a ler. O mesmo mundo – primeiro mundo que se deu à minha compreensão pela “leitura” que dele fui fazendo. Lá, re-encontrei algumas das árvores da minha infância. Reconheci-as sem dificuldade. Quase abracei os grossos troncos – os jovens troncos de minha infância. Então, uma saudade que eu costumo chamar de mansa ou de bem comportada, saindo do chão, das árvores, da casa, me envolveu cuidadosamente. Deixei a casa contente, com a alegria de quem re-encontra gente querida.

Continuando neste esforço de “re-ler” momentos fundamentais de experiências de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa.

Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta da existência de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente “soletrada”, em vez de realmente lida. Não eram aqueles momentos “lições de leitura”, no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa. Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposta à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo dos textos, ora de autores que estudávamos ora deles próprios, como objetos a ser desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do objeto não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto e feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura nem dela, portanto, resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.

Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a ser muito mais “devoradas” do que realmente lidas ou estudadas. Verdadeiras “lições de leitura” no sentido mais tradicional desta expressão, a que se achavam submetidos em nome de sua formação científica e de que deviam prestas contas através do famoso controle de leitura. Em algumas vezes cheguei mesmo a ler, em relações bibliográficas, indicações em torno de que páginas deste ou daquele capítulo de tal ou qual livro deveriam ser lidas: “Da página 15 à 37”.

A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento dos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas. No entanto, um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia…

Parece importante, contudo, para evitar uma compreensão errônea do que estou afirmando, sublinhar que a minha crítica à magicização da palavra não significa, de maneira alguma, uma posição pouco responsável da minha parte com relação à necessidade que temos educadores e educandos de ler, sempre e seriamente, de ler os clássicos neste ou naquele campo do saber, de nos adentrarmos nos textos, de criar uma disciplina intelectual, sem a qual inviabilizamos a nossa prática de professores e estudantes.

Dentro ainda do momento bastante rico de minha experiência como professor de língua portuguesa, me lembro, tão vivamente quanto se ela fosse de agora e não de um ontem bem remoto, das vezes em que me demorava na análise de textos de Gilberto Freyre, de Lins do Rego, de Graciliano Ramos, de Jorge Amado. Textos que eu levava de casa e que ia lendo com os estudantes, sublinhando aspectos de sua sintaxe estritamente ligados ao bom gosto de sua linguagem. Àquelas análises juntava comentários em torno de necessárias diferenças entre o português de Portugal e o português do Brasil.

Venho tentando deixar claro, neste trabalho em torno da importância do ato de ler – e não é demasiado repetir agora -, que meu esforço fundamental vem sendo o de explicitar como, em mim, aquela importância vem sendo destacada. É como se eu estivesse fazendo uma “arqueologia” de minha compreensão do complexo ato de ler, ao longo de minha experiência existencial. Daí que eu tenha falado de momentos de minha infância, de minha adolescência, dos começos de minha mocidade e termine agora re-vendo, em traços gerais, alguns dos aspectos centrais da proposta que fiz no campo da alfabetização de adultos há alguns anos.

Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. Para mim seria impossível engajar-me num trabalho de memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou das letras. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo contrário, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo de alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem. Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como faço agora com o que tenho entre os dedos, sentem o objeto, percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido. Como eu, o analfabeto é capaz de sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de escrever caneta e, conseqüentemente, de ler caneta. A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo educador para ou sobre o alfabetizando. Aí tem ele um momento de sua tarefa criadora.

Creio desnecessário me alongar mais, aqui e agora, sobre o que tenho desenvolvido, em diferentes momentos, a propósito da complexidade deste processo. A um ponto, porém, referido várias vezes neste texto, gostaria de voltar, pela significação que tem para a compreensão crítica do ato de ler e, conseqüentemente, para a proposta de alfabetização a que me consagrei. Refiro-me a que a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. Na proposta a que me referi acima, este movimento do mundo à palavra e da palavra ao mundo está sempre presente. Movimento em que a palavra dita flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos. De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.

Este movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as palavras com que organizar o programa de alfabetização deveriam vir do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da significação de sua experiência existencial e não da experiência do educador. A pesquisa do que chamava de universo vocabular nos dava assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham através da leitura do mundo que os grupos populares faziam. Depois, voltavam a eles, inseridas no que chamava e chamo de codificações, que são representações da realidade.

A palavra tijolo, por exemplo, se inseriria numa representação pictórica, a de um grupo de pedreiros, por exemplo, construindo uma casa. Mas, antes da devolução, em forma escrita, da palavra oral dos grupos populares, a eles, para o processo de sua apreensão e não de sua memorização mecânica, costumávamos desafiar os alfabetizandos com um conjunto de situações codificadas de cuja descodificação ou “leitura” resultava a percepção crítica do que é cultura, pela compreensão da prática ou do trabalho humano, transformador do mundo. No fundo, esse conjunto de representações de situações concretas possibilitava aos grupos populares uma “leitura” da “leitura” anterior do mundo, antes da leitura da palavra.

Esta “leitura” mais crítica da “leitura” anterior menos crítica do mundo possibilitava aos grupos populares, às vezes em posição fatalista em face das injustiças, uma compreensão diferente da sua indigência.

É neste sentido que a leitura crítica da realidade, dando-se num processo de alfabetização ou não e associada sobretudo a certas práticas claramente políticas de mobilização e de organização, pode constituir-se num instrumento para o que Gramsci chamaria de ação contra-hegemônica.

Concluindo estas reflexões em torno da importância do ato de ler, que implica sempre percepção crítica, interpretação e “re-escrita” do lido, gostaria de dizer que, depois, de hesitar um pouco, resolvi adotar o procedimento que usei no tratamento do tema, em consonância com a minha forma de ser e com o que posso fazer.”

(*) Trabalho apresentado na abertura no Congresso Brasileiro de Leitura, realizado em Campinas, nov. 1981.

Download do livro que além do texto “A importância do ato de ler” trás também “Alfabetização de adultos e bibliotecas populares – uma introdução” e “O povo diz sua palavra ou a alfabetização em São Tomé e Príncipe”.

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51 responses

28 09 2007
Maurício Alexandre

Muito interessante o texto, e que apareça outros por aí. Acredito que o homem nasceu para ler, pensar e morrer… hehe

25 11 2007
Ana Maria a. Sodré

Para mim saber ler é muito mais que codificar letras, formar palavras ou criar frases. Saber ler é entender, ou melhor, compreender o que você esta lendo , ou seja, ser capaz de interpretar com suas palavras aquilo que se leu e fazer uma reflexão crítica a respeito do assunto.

25 11 2007
Ana Maria A. Sodré

Dogo: Ana Maria A. Sodré

24 02 2008
igor

achei muito interessante o texto
fala d forma geral da importancia
do ato d ler, que p/ mim é
uma coisa indispensavel!!!!!

23 04 2008
Mariele

É apaixonante saber que existem futuros educadores preocupados em ensinar o ato de ler, formando educandos capaz de interpretar com suas palavras aquilo que se leu, e fazer uma reflexão crítica a respeito do assunto.

9 06 2008
Ademilde Mendonça

A leitura deve ser a arte que nos beneficia o prazer que nos renova, o bem estar que nos satisfaz. Deve ser plantada na infância, revigorada na juventude e colhida primorosamente na maturidade, para a eternidade.

2 11 2009
Flavia Augustini

Att: Ademilde Mendonça
Essa frase é dde sua autoria ou de Paulo Freire? Ache simplesmente fantastica e gostaria de utiliza-la na Epigrafe de meu TCC.

24 09 2008
Maria Lúcia Moura Carvalho

É uma pena que os cursos de Letras e Pedagogia não inclua Paulo Freire nas referências, das ementas. Amo Paulo e sou leitora assidua dele. beijos continue vc é 10.

29 01 2009
Letícia

:) Legal o texto

9 02 2009
Letícia

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17 02 2009
Ler. « Meus infinitos

[...] da leitura, muitas vezes já automatizada em nossas vidas. Quer entender mais? Dê uma espiadinha nesse texto do Paulo Freire sobre a importância de se saber ler… Possibly related posts: (automatically [...]

16 03 2009
jessica

como a leitura de mundo ajuda-nos a escrever melhor?

17 03 2009
Josias Rodrigues Costa

Ler Paulo Freire é reconhecer e nunca esquecer que a leitura é alimento indispensável para o conhecimento. “É buscar a sabedoria diária”.

22 03 2009
Regina. p. rodrigues

Ler é interpretar com as palavras aquilo que leu.Buscar adquirir conhecimentos,conhecer o mundo.

13 04 2009
Aline P.Almeida

Ler é trazer para vivencia de cada um,a expressão da leitura da vida…ler é um ato incondicional da interpretação saber ler é a essência de cada um…FREIREconseguiu dar seu recado

1 06 2009
ThIaGO SaaR

BOM .

xD

By:KuTTeR

18 06 2009
Vania Uchôa

Sou apaixonada por Paulo Freire, a sua sabedoria é incomparável, até hoje não conheci um ser que tivesse a preocupação em formar cidadãos, pois o ato de ler ou o hábito de ler não trás somente informações sobre aquele conteúdo e sim ter conhecimentos nos direitos e deveres…..
saber ler não é somente juntar palavras e sim compreendé-las e interpretá-las
Parabéns

3 09 2009
marizete de souza pereira

muito bom paulo freire sou uma futura pedagoga e minha momografia é sobre leitura diversificada nas séries inicias muito bom os livros de paulo freire

11 12 2009
Jose Damasceno

Sabemos que para alfabetizar devemos conhecer um pouco da história de Paulo Freire, nas suas formas de alfabetizar dando sentido o conhecimento.

4 02 2010
Isadora

Este texto de Paulo Freire virou referência para mim, em relação a observação de mundo que faz. Usando sempre o termo palavramundo, destaca o que sua professora Eunice Vasconcelos o ensinou ao começar a ter sua própria noção de aprendizagem: “… a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a leitura do mundo…”. Isso prova que não é o se dominar por folhas e mais folhas que se aprende, e sim o se envolver com o que se lê, se escreve envolvendo nisso suas lembranças e experiências.

17 06 2011
vaneyde

como assim meu bem?

24 02 2010
Ediele Andrade Gonçalves

Primeiramente, ñ sabia q existia esse livro, descobri através de uma pesquisa solicitada pelo professor da faculdade. E descobrir quão importante é a leitura na vida do ser humano. Mto bom mesmo.

30 03 2010
Yonice Peixoto Diniz

Esse texto troxe lágrimas aos meus olhos pois enquanto lia as recordações de Paulo Freire na leitura de “seu” mundo, um filme foi se passando em minha mente também de minha infância, é admirável essa capacidade que ele tinha de escrever detalhadamente suas emoções a ponto de atingir quem as lê. Muito bom.

9 04 2010
DIVINA DA SILVA LOBO

Fiquei conhecendo esse texto através da sugestão de uma professora da faculdade. Achei o máximo, voltei a minha infãncia .
PARABÉNS!!!!!!!!.

26 04 2010
beatriz

procura frases sabe onde posso encontrar?

28 04 2010
Franciele

O SEGUNDO comentário, da Sr. Ana Maria, foi simplismente uma ofensa à um livro de extrema importancia como este. A expressão “mim” foi usada de errada, deteriorando a lingua portuguesa. Att,

29 08 2012
Thaiz

Franciele, reveja seu conhecimento com relação ao pronome me, mim…

18 05 2010
aaa

alguem me indica um site q fale corretamente sobre a importancia de saber interpretar um texto ?pfpfpf. postem o site aki nessa page

31 05 2010
leda silva correia

o ato de ler implica muitas coisas e uma delas é saber interpretar a leitura e assimilar a informação recebida

25 06 2010
Andressa

Eu achei muito bom esses textos pois esplicou o que eu queria.

20 07 2010
bruna

façam um epígrafe q preste!

15 08 2010
Cristiano de Souza

Não parece, pelo que percebo, existir em nosso sistema de ensino uma influência maior de Paulo Freire. Na maioria das vezes, a decodificação das letras,sem aproximação com o contexto, ainda persistem em nossa educação

6 10 2010
PATRICIA PESSOA

Amo esse texto, pois cada vez que o leio aprendo mais e mais.

16 10 2010
SOFIA GOMES

GOSTO MUITO DO FREIRE , MEU PRIMEIRO CONTATO COM AUTOR FOI COM O LIVRO PEDAGOGIA DO OPRIMIDO ,PARA ELABORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO NA FACULDADE . DESDE ENTAO, ME APAIXONEI E PASSEI A DEVORAR SEUS LIVROS . CONCORDO COM FREIRE SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER , NAO SER APENAS UMA MERA DECODIFICAÇAO DE LETRAS E PALAVRAS MAS A CAPACIDADE DE ENTENDER O QUE SE LÊ. É JUSTAMENTE POR NAO SEGUIRMOS AS BOAS IDÉIAS DESTE MESTRE QUE TEMOS UM GRANDE NÚMERO DE ANALFABETOS FUNCIONAIS NO NOSSO AMADO BRASIL E TANTAS DEFICIÊNCIAS NO ENSINO DA LEITURA E NA FORMAÇÃO DE LEITORES.

28 10 2010
Glaucia

Meu primeiro contato com as obras de Paulo Freire, foi quando da leitura do livro Pedagogia do Oprimido. Acho que devemos agradecer aos educadores que trazem como missão a arte de ensinar a ler . Não basta à estes, apenas a decodificação, mas a alegria em ver nossos alunos lendo, avancando de um estágio ao outro (quanto a leitura/escrita).
Há nesse nosso País, uma grande defasagem quanto aos leitores (iniciando pela cúpula), onde ainda hoje, vemos os “escribas” não mais leitores escritores.

24 04 2011
isabel carmo

a leitura faz parte do nosso dia a dia se nao soubessemos ler o que seria de nos

15 05 2011
SUE NERY

AHHH PAULO FREIRE QUERIA QUE VIVESSE NO MUNDO ATUAL PRA PERCEBER QUE MUITA COISA MUDOU NOSSOS ALUNOS NÃO SÃO MAIS AQUELES…
EXISTE MUTO DIFERENÇA DO QUE SE FALA, FAZ, ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA DE ENSINO.
PAULO FREIRE FOI MUITO BOM PARA AQUELA ÉPOCA MAS HOJE? LIDAMOS COM ALUNOS DIFERENTES , SE NÃO POSSO SER CONSERVADORA , ENTÃO O MESTRE PAULO FOI DA ÉPOCA DAS ESCOLAS TRADICIONAIS, ALUNOS OBEDIENTES, ESTUDIOSOS, NÃO CONHECIAM DROGAS, NEM INTERNET, NEM BALADAS EMBALADAS POR TODO TIPO DE DROGAS, AVANÇADOS SEXUALMENTE , JÁ TRANSAM MUITO CEDO E AI? COMO PAULO FREIRE EXPLICARIA PRA ALFABETIZAR FILHOS DO TRÁFICO, DA PROSTITUIÇÃO?
SER ALFABETIZADORA É MEU MAIOR DESAFIO DE VIDA, FAÇO COM PAIXÃO.
LER É COMO RETIRAR A VENDA DOS OLHOS. LER É CONHECER O MUNDO..LER É FANTÁSTICO, LER É UMA DAS MINHAS PAIXÕES, É A ÚNICA DOENÇA QUE QUERO PRA MEUS ALUNOS: LER

26 08 2011
bia

adorei

28 09 2011
Lúcia Maria Dutra

Como sabemos da importância do ato de ler através do grande sábio Paulo Freire que está sempre nos incentivando a leitura, ao mesmo tempo isso nos faz viajar pelos nossos próprios horizontes , e também nos colocando numa prática de nos escrevermos um pouco melhor, ou seja, já que a nossa língua é portuguesa, isso devemos nos entender bem.
Um certo dia eu analizando a importancia da Leitura e da Escrita, então esses dois mundos proporcionaram-me a liberdade de transformar em uma estrofe com o título: A Leitura e a Escrita.

A leitua nos faz resgatar
De um mundo adormecido
E a escrita nos faz registrar
Todos os momentos da vida.

aut.Lúcia M.Dutra.

9 10 2011
Hildegardo Inácio Neto de Sousa

Ler, estudar, materia prima daqueles que buscam o conhecimento, que adiante, muinto além, onde politicos e fantoches não tém visão, são cegos, não podem ver a luz do sol, o medo não os deicham sair da tal “caverna”. Espero que apareçam outros PAULO FREIRE, em nossas vidas, valeu, nos proporcionou uma universal visão deste ato, A impotância de ler. Hildegardo Inácio Neto de Sousa

20 10 2011
Jackson Pinto dos Santos

Ler é fazer referência ao mundo com propriedade,ler é compreender o que não é óbvio,ler é fazer justiça com razão,enfim a leitura nos obriga a entrar num patamar de opressor sem resistir ao próprio destino de ser ou melhor de conseguir a LIBERDADE através da educação.
Prof.Jackson Pinto

7 03 2012
erica rufina ribeiro

Apaixonei,pelo texto ,a importância do ato de ler ,pois nos dias de hoje.esta ficando tão dificio ver crianças e adolecentes,praticando o abto de lê e principalmente intrepretar o que leu .Parabéns

16 04 2012
Tamires Lis

Realmente é de suma sabedoria esse livro de Freire, ele nos possibilita enxergar o real significado da importância do ato de ler visto que, o modo de ensinar infelizmente na sua grande maioria ainda é tradicional e Freire ensina que deve-se quebrar paradigmas mediante a esse comodismo dos educandos e trazer metodologias ativas. Contudo saber ler não é somente juntar palavras e sim compreendé-las e interpretá-las.

obs: todas as obras de Freire são muito enriquecedoras eu as amo de paixão.

14 03 2013
charles

“ler não e só ler mas entender!”

25 03 2013
julia

E bom d+ ler

30 03 2013
jocimar

A maioria das escolas formam pessoas alfabetizadas e não letradas. E isso é um grande erro.

2 04 2013
Come Buceta

Eu acredito que vou mesmo é comer a gostosa da Cláudia Raia, pois ela está muito boa e deliciosa!!! Bicha boa vou é chupar sua BUCETA a noite toda até você

2 04 2013
Come Buceta

GOZAR na minha cara…

19 08 2013
Jonas C. de Santana.

Gostei muito do texto apresentado.Nunca imaginei que do ato da leitura de um texto, isto poderia resultar de uma percepção que o leitor absorve do mundo em sua volta.Consequentemente a escrita, também é reflexo da percepção do mundo e da leitura.

31 01 2014
27 05 2014
Johna0

I relish, cause I discovered just what I used to be taking a look for. You’ve ended my 4 day lengthy hunt! God Bless you man. Have a great day. Bye badccfgbdcge

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