Ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná, ná…
- Ná ná o diabo! Eu quero é rock, menino!
A muito tempo que eu não ouvia um rock desse jeito. É raro encontrar uma banda contemporânea de rock com essa qualidade. De quem eu estou falando? Interpol, ora bolas!
Nada de batidinhas do electropop ou o estilo despojado dos Strokes e Yeah Yeah Yeahs. Nova York volta a respirar anos 80 através de climas sombrios, sentimentos obsessivos, desolação e clima de (des)esperança. Estes são os ingredientes do Interpol, quarteto que tem entre suas influências máximas cultuadas bandas britânicas como Joy Division, Smiths, Cure e Echo & The Bunnymen.
Formada em 1998, sua formação original era: Paul Banks (voz e guitarra), Carlos Dengler (baixo e teclados), Greg Drudy (bateria) e Daniel Kessler (guitarra). Greg deixou a banda em 2000, e em seu lugar entrou Sam Fogarino.
Em novembro de 2001, ao lado dos produtores Peter Katis e Gareth Jones, a banda entrou no estúdio Tarquin (um antigo manicômio infantil), em Connecticut, EUA, para começar a gravar aquilo que seria um dos mais antológicos disco de estréia dos últimos tempos.
“Turn on the Bright Lights”, o debut do Interpol, saiu em agosto do ano seguinte e conquistou de maneira quase unânime a crítica e o público ao redor do mundo.
Em setembro de 2004 a banda lançou o seu segundo álbum, chamado Antics, que rapidamente foi absorvido pela crítica e pelo público.
Apesar das freqüentes comparações com Joy Division e o post-punk britânico em geral, a banda trabalha sua atmosfera sombria e sonoridade densa de maneira original e bem apoiada na competência técnica de seus membros. O Interpol já se destacou o suficiente para ser apreciado e respeitado pela sua música, e não somente como uma das queridinhas da mídia atual, cuja voracidade para criar hypes voláteis parece estar em seu ápice. O presente do Interpol é brilhante e seu futuro, altamente promissor.
Ah…só uma curiosidade, porque a banda se chama Interpol? Será porque ela tem um estilo agressivo e faz terrorismo maquiado? Ou será que uma crítica sarcástica contra a Interpol? Nada disso. O nome Interpol é apenas um “apelido” do vocalista Paul Banks. Paul, que nasceu na Inglaterra, levou uma vida nômade mundo afora junto com os seus pais. Quando morou na Espanha, os seus amigos o chamavam “Pol, Pol, Interpol”.
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2002 – Turn on the Bright Lights
1. Untitled
2. Obstacle 1
3. NYC
4. PDA
5. Say Hello To The Angels
6. Hands Away
7. Obstacle 2
8. Stella Was A Diver And She Was Always Down
9. Roland
10. The New
11. Leif Erikson
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2004 – Antics
1. Next Exit
2. Evil
3. Narc
4. Take You On A Cruise
5. Slow Hands
6. Not Even Jail
7. Public Pervert
8. C’mere
9. Length Of Love
10. A Time To Be So Small
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2007 – Our Love To Admire
1. Pioneer to the Falls
2. No I in Threesome
3. The Scale
4. Heinrich Maneuver
5. Mammoth
6. Pace is the Trick
7. All Fired up
8. Rest my Chemistry
9. Who do you think?
10. Wrecking Ball
11. The Lighthouse
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Então gostarás, de certeza, de She Wants Revenge (que eu já tive a sorte de ver ao vivo, num concerto com os Strokes) e também de Editors.
Tu já viu eles ao vivo? Que inveja!
Obrigado pela dica, Lu, vou pesquisar esse som.
Valeu pela assiduidade!
Interpol é bom, mas o que o Strokes fez nos últimos tempos não pode ser desconsiderado, inclusive o instrumental do Interpol em algumas músicas me lembra o próprio Strokes, e o vocal em certas músicas me lembra The Killers, Interpol é boa banda, mas pra mim eles ainda tão pra chegar lá… e não é porque uma banda é muito ou pouco conhecida que ela merece um status maior, um bom trabalho musical pode ser feito independente das circunstâncias, que o diga o Demien Rice que gravou o primero dentro de um cubículo apertado desprovido de espaço pra bateria.
Maurício,
o objetivo do blog é exatamente esse. Trazer informações sobre bandas não tão conhecidas quanto o Strokes e The Killers. Por vezes eu até posso postar uma banda mais conhecidas porém, na maioria das vezes procuro optar por bandas não tão presentes na mídia nacional.
Interpol é muito bom, tenho todos os albuns deles e passo o dia escutando.
mas não dá para comparar com strokes mesmo, não há melhor que eles.
Eu tb. conheci esta banda a pouco tempo. Eles estão fazendo algo que, a meu ver, é muito importante na fase atual da evolução do Rock, estão reeditando o Gothic Rock dos anos 80 só que com uma roupagem menos minimalista e com arranjos mais elaborados. Com belas melodias, a sonoridade é melancólica porém, não enjoativa, a exemplo de outras bandas que por vezes incorrem nesse tipo de erro, a exemplo do Coldplay e do Radiohead. O legado do Joy Division é bastante visível, influência que considero ótima, dada a importância dessa antológica banda na história do pós punk. Aparentemente, Interpol é uma das melhores coisas que surgiram no cenário do Indie Rock atualmente.